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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Leituras Inesquecíveis: Sexto Desafio Blogueiras Unidas


Sou Louca por livros

Compro livros todo o mês.
Tenho livros que ainda não li.
Já roubei livros, confesso.
Choro lendo.
Sorrio lendo.
Deixo de dormir ou sair para ler.
Leio para e com meus filhos.
Me transformo em diversos personagens.
Não assisti a Saga do Crepúsculo porque quero ler os livros antes.
Empresto e pego emprestado.
Sempre leio mais de um livro ao mesmo tempo.
Já fui rainha e prostituta, assassina e religiosa,
Já fui pra China, Paris, Marrocos, EUA, Inglaterra;
Já estive na segunda guerra mundial, no espaço e também no polo Norte e Sul;
Mergulhei nos sete mares, pisei na lua, visitei o planeta do Pequeno Príncipe;
Acredito em infinitas dimensões;
Tudo isso, isso tudo e muito mais sem sair de casa, desligando TV e PC.
Apenas LENDO.


Livros que tenho, comprados e ganhados que ainda não li.


Livros já lidos, e que estou sempre olhando.


Livros que estou lendo no momento.


Livros que me marcaram muito: O Cortiço, O Morro dos Ventos Uivantes, O Pequeno Príncipe, O Menino do Dedo Verde, Luciola, Sonho de um noite de verão

Mas recentemente li um livro que me marcou demasiadamente: A Menina que não sabia ler,
esta emprestado e aí não dá pra fotografar.
As informações abaixo foram extraídas do site:
www.infoescola.com


Por Ana Lucia Santana

Neste suspense gótico o autor tenta seguir os passos de seus mestres literários, Edgar Allan Poe e Henry James. O livro começa bem morno e vai ganhando velocidade gradualmente. Ao atingir o ponto de ebulição, porém, ele compele o leitor a seguir praticamente sem fôlego até a última página.
Embora a trama, que se passa em 1891, seja bem estruturada, criativa e, até certo ponto, inteligente, a história navega por uma temática mórbida, protagonizada por Florence, uma garota de doze anos, que, ao lado de seu irmão caçula Giles, reside em uma mansão sombria e repleta de mistérios.
Órfã de pai e mãe, ela dedica seu tempo e sua afetividade exclusivamente ao meio-irmão e aos livros. Criada por uma antiga governanta, a Senhora Grouse, e por alguns criados da moradia decadente, ela é desprezada pelo tio, a quem nunca conheceu pessoalmente. Ele se encarrega apenas de transmitir algumas regras para os serviçais e de contratar uma das preceptoras de Giles.
Desprovida de quaisquer valores morais, perspectivas para o futuro e instrumentos para o convívio social, Florence se refugia no tesouro literário que habita a Biblioteca, recanto que ela descobre um dia, casualmente. Apaixonada por esse universo desde o início, impedida de sequer aprender a ler – regra máxima prescrita pelo tio -, ela se transforma em autodidata e conquista, sozinha, esse conhecimento, o qual lhe abre as portas do mundo e da imaginação.
A partir deste momento, a garota passa a viver uma vida dupla. Diante do olhar alheio, Florence é uma menina estranha que perambula pela mansão da Nova Inglaterra, mas clandestinamente mergulha cada vez mais fundo neste refúgio secreto, apenas compartilhado com Giles. O problema é que, para defender os únicos tesouros que a vida lhe ofereceu – a esfera literária e o irmão -, ela é capaz de qualquer coisa.
A narrativa é conduzida pela própria Florence; assim, o leitor só tem uma versão da história, e é cada vez mais enredado pela protagonista. Resta saber: o que é realmente realidade e o que é mera imaginação? A jovem desconhece seu passado e sente que em Blithe, a mansão sombria, há muitas questões suspensas no ar, há vários fantasmas que pairam na atmosfera sufocante da ancestral residência.
O enredo vai se tornando mais sufocante à medida que entra em cena uma enigmática mulher, Senhorita Taylor, que substitui a antiga preceptora, morta tragicamente. Desde o primeiro instante, Florence vê nesta personagem a imagem de todos os seus medos e terrores. A garota sente o irmão cada vez mais distante e enredado pela estranha; ela mesma vai revelando facetas ocultas de sua personalidade ao se confrontar com esta criatura.
Em dado momento, o leitor passa a sentir um certo estranhamento e, subitamente, a narrativa é subvertida e se transforma em um mosaico macabro, explorado pelo autor com detalhes mórbidos e desnecessários, que podem provocar angústia e aflição, sensações completamente dispensáveis, em quem percorre as páginas deste livro.
Se a intenção do escritor é provocar o leitor, retirá-lo compulsoriamente de seu escudo de indiferença, que o imobiliza diante da dor alheia, ainda há algum mérito em suas intenções, assim como o possível intento de revelar cruamente o quanto pode ser cruel o universo imaginário de uma criança legada ao completo abandono. Mesmo assim, insisto em que algumas passagens são povoadas por terríveis pormenores, que apenas contribuem para tornar a travessia desta narrativa mais árdua.
John Harding é conhecido apenas por uma produção literária, We Did On Our Holliday, no qual se baseia uma série televisiva. Ele escreve críticas literárias para o Daily Mail e reside em Londres.




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